Depois de encarar 70 km e 1.860 metros de altimetria no primeiro dia, chegou a hora de voltar para a largada da Brasil Ride Pirenópolis 2026.
A segunda etapa prometia ser mais curta, mas nem por isso mais fácil.
O desafio oficial da MTB PRO era de 50 km com 1.340 metros de altimetria. E, pela experiência que tive no percurso, a sensação era de estar participando de uma verdadeira corrida de montanha de mountain bike.
A maior parte do desafio estava concentrada nas subidas, com muita trilha, pedra, trechos técnicos e algumas passagens que exigiam bastante cuidado.
E o objetivo naquele domingo era simples:
terminar a Brasil Ride Pirenópolis com segurança, aproveitar cada quilômetro e sair da prova feliz por ter vivido essa experiência.
🚵♂️ Segunda etapa da Brasil Ride Pirenópolis
A Brasil Ride Pirenópolis 2026 foi realizada em dois dias de competição.
De acordo com a organização, a categoria MTB PRO teve:
| Etapa | Distância | Altimetria |
|---|---|---|
| 1ª etapa | 70 km | 1.860 m |
| 2ª etapa | 50 km | 1.340 m |
| Total | 120 km | 3.200 m |
A segunda etapa aconteceu no domingo, 23 de agosto de 2026, com largada da MTB PRO prevista para 8h30.
Além da MTB PRO, a programação do domingo também contou com a MTB SPORT, com o mesmo percurso de 50 km e 1.340 metros de altimetria, além do Desafio Kids.
Ou seja: o domingo foi o grande dia de encerramento da experiência Brasil Ride em Pirenópolis.
🏁 Largada: 50 km pela frente
A contagem regressiva começou.
10… 9… 8… 7… 6… 5… 4… 3… 2… 1…
Bora!
Diferentemente da primeira etapa, a estratégia precisava ser ainda mais cuidadosa.
O percurso tinha apenas 50 km, mas a altimetria era pesada.
E havia uma característica que chamou minha atenção desde o início:
até aproximadamente o quilômetro 27, a prova era praticamente uma sequência de subidas.
Era hora de subir.
⛰️ Uma verdadeira etapa de montanha
Se a primeira etapa tinha alternado bastante entre trilhas, estradões, descidas e subidas, a segunda parecia ter sido desenhada para testar principalmente a capacidade de subir.
Logo nos primeiros quilômetros começou uma sequência de ascensões.
A sensação era de estar fazendo uma espécie de corrida de montanha, só que sobre uma MTB.
O terreno também não facilitava.
Em vários pontos havia:
- Pedra;
- Subidas inclinadas;
- Trilhas estreitas;
- Trechos técnicos;
- Mudanças de ritmo;
- Passagens onde era necessário reduzir bastante a velocidade.
Não era simplesmente colocar força no pedal.
Era necessário encontrar a melhor linha.
🪨 Subidas técnicas: força e técnica ao mesmo tempo
Um dos grandes desafios dessa segunda etapa foram as subidas mais travadas.
A inclinação aumentava e o terreno ficava mais complicado.
Nessas situações, simplesmente aumentar a potência nem sempre resolve.
Era preciso:
reduzir a velocidade, escolher a linha e tentar manter a tração.
Em alguns trechos, atletas precisavam desmontar e empurrar a bicicleta.
E quando existe muita gente em uma subida estreita, aparece outro desafio:
o trânsito de atletas.
Era preciso esperar, pedir passagem, procurar espaço e, principalmente, ter cuidado para não provocar uma queda.
⚠️ Segurança acima de tudo
Em alguns momentos da prova, o caminho ficou bastante congestionado.
Com muitos atletas tentando subir simultaneamente, a comunicação entre os ciclistas era fundamental.
“Abre!”
“Esquerda!”
“Cuidado!”
Essas palavras fizeram parte da trilha.
Em uma prova de MTB, especialmente em uma etapa técnica, não adianta ganhar alguns segundos colocando outros atletas em risco.
Minha estratégia foi justamente manter a calma e procurar os espaços possíveis.
Prova boa é prova terminada.
🌳 De volta às trilhas de Pirenópolis
Um dos aspectos mais interessantes da segunda etapa foi reconhecer alguns trechos que haviam sido percorridos no dia anterior.
Em determinados pontos, aquilo que na primeira etapa tinha sido descida, agora aparecia como subida.
E isso muda completamente a percepção do terreno.
Uma trilha que parece relativamente simples quando você está descendo pode se transformar em um desafio enorme quando precisa vencê-la no sentido contrário.
Foi exatamente o que aconteceu.
🪨 O desafio das pedras
Chegamos então a uma região com bastante pedra.
O trecho exigia atenção constante.
A bicicleta precisava encontrar o caminho entre os obstáculos enquanto o corpo tentava manter a tração.
E existe uma característica das imagens de MTB:
na câmera, muitas subidas parecem muito mais fáceis do que realmente são.
Mas quem está ali em cima da bicicleta sabe.
A inclinação pesa.
A pedra escorrega.
A roda perde tração.
E cada metro precisa ser conquistado.
🤝 O pelotão também faz parte da prova
Outro elemento marcante da segunda etapa foi o convívio com os outros atletas.
Em alguns momentos era necessário esperar.
Em outros, pedir passagem.
E também havia espaço para ajudar.
A Brasil Ride não é apenas uma disputa individual contra o relógio.
Existe uma comunidade de ciclistas compartilhando a mesma trilha e enfrentando exatamente os mesmos desafios.
Essa convivência faz parte da experiência.
⏱️ A linha de corte
Depois de aproximadamente duas horas e meia de prova, chegou um dos momentos importantes do percurso:
a linha de corte.
Meu objetivo era passar dentro do tempo.
E consegui.
O relógio marcou aproximadamente:
2h30 de prova.
Depois disso, era hora de continuar até a arena e finalizar oficialmente a Brasil Ride Pirenópolis.
🏁 Brasil Ride Pirenópolis finalizada!
Depois de dois dias, finalmente veio o momento de cruzar a linha de chegada.
A sensação era de missão cumprida.
Foram dois dias de mountain bike em Pirenópolis, enfrentando:
- Trilhas técnicas;
- Subidas;
- Pedras;
- Estradões;
- Córregos;
- Desníveis;
- E muitos quilômetros de MTB.
A organização ofereceu estrutura de chegada e serviços aos atletas, incluindo Bike Wash e suporte mecânico, previstos na programação oficial do evento.
E ainda teve aquilo que todo atleta gosta:
medalha no peito.
📊 Meu resultado na segunda etapa
A experiência terminou com um resultado que me deixou bastante satisfeito.
Meu registro da etapa:
- 🚵 Distância pedalada: aproximadamente 45 km de prova
- ⏱️ Tempo: aproximadamente 2h30
- 🏔️ Percurso oficial: 50 km
- 📈 Altimetria oficial: 1.340 m
- 🏆 Classificação na categoria: 5º lugar
Os últimos aproximadamente 5 km registrados no meu pedal foram o deslocamento até a arena.
A organização, por sua vez, considera oficialmente a etapa com 50 km e 1.340 metros de altimetria.
E terminar em 5º lugar na categoria foi um resultado excelente considerando o objetivo que levei para Pirenópolis.
Eu não fui para a Brasil Ride com a obsessão de buscar resultado.
Fui para viver a experiência.
🧠 A estratégia que funcionou
O mais interessante foi perceber que a estratégia utilizada na primeira etapa acabou sendo importante para o segundo dia.
Na primeira etapa, optei por controlar o ritmo e preservar energia.
Isso permitiu chegar ao segundo dia em condições de competir novamente.
Em uma prova de dois dias, essa visão é fundamental.
Não adianta fazer uma primeira etapa espetacular se você chega completamente destruído para a segunda.
A Brasil Ride Pirenópolis mostrou exatamente isso:
resistência também é saber controlar o próprio ritmo.
🏆 O que aprendi com a segunda etapa
1. Uma prova curta pode ser muito dura
50 km parecem poucos.
Mas quando você coloca 1.340 metros de altimetria e muitos trechos técnicos, a história muda completamente.
2. Subida técnica exige mais do que potência
Não basta ter força.
É necessário:
- Equilíbrio;
- Técnica;
- Tração;
- Escolha de linha;
- Controle da bicicleta.
3. Calma também é estratégia
Em determinados momentos, a melhor decisão é esperar alguns segundos.
Forçar uma passagem pode resultar em queda ou perda muito maior de tempo.
4. Uma prova de dois dias precisa ser planejada como uma prova única
A primeira etapa não termina realmente quando você cruza a linha.
Você ainda precisa pensar no dia seguinte.
Alimentação, recuperação, descanso e controle de esforço fazem parte da competição.
5. Resultado é importante, mas experiência também conta
Terminar em oitavo na categoria foi ótimo.
Mas o principal resultado foi outro:
voltar para casa feliz.
❤️ Por que vale a pena viver uma Brasil Ride?
A experiência de Pirenópolis mostrou que a Brasil Ride pode ser muito mais do que uma competição.
A própria organização apresentou a edição de Pirenópolis como uma experiência que combina mountain bike, natureza, história e cultura, aproveitando o cenário da Serra dos Pireneus e o patrimônio histórico da cidade.
E isso ficou muito claro durante os dois dias.
Você compete.
Sofre.
Sobe.
Desce.
Erra.
Acerta.
Encontra amigos.
Conhece novas trilhas.
E, no final, percebe que tudo aquilo virou uma história para contar.
🏁 120 km e 3.200 metros depois…
A Brasil Ride Pirenópolis 2026 terminou oficialmente para a MTB PRO depois de dois dias de competição.
O desafio completo:
1ª etapa
70 km
1.860 m de altimetria
2ª etapa
50 km
1.340 m de altimetria
Total:
120 km
3.200 metros de altimetria
Dados oficiais da organização.
Mas os números contam apenas uma parte da história.
A outra parte está nas trilhas, nas amizades, nas dificuldades e naquele sentimento de gratidão por poder estar ali.
🎥 Assista ao race report da segunda etapa
Toda essa experiência foi registrada no canal Bike Brasília.
No vídeo, você acompanha a segunda etapa de dentro da trilha, incluindo a largada, as subidas, os trechos técnicos, o congestionamento nas passagens mais estreitas, a linha de corte e a chegada.
Se você quer entender como é disputar uma Brasil Ride de dois dias, vale assistir ao vídeo e acompanhar também o race report da primeira etapa.
🚵♂️ Brasil Ride Pirenópolis 2026: missão cumprida
No final, fica a sensação de dever cumprido.
Não fui para Pirenópolis apenas para buscar uma posição.
Fui para viver o mountain bike.
E saio dessa Brasil Ride com uma certeza:
não tem como ser triste pedalando.
A medalha fica.
O resultado fica.
Mas principalmente ficam as histórias.
Até o próximo desafio. 🚵♂️

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