O 80 km Pedal da Serra foi daqueles desafios que parecem tranquilos no planejamento, mas que ficam bem mais difíceis quando a prova começa a apertar. Foram aproximadamente 80 km de mountain bike, cerca de 2.000 metros de altimetria e muito calor nas serras da região da Fercal, em Brasília.
Para essa prova, formei dupla com o meu coach, Bruno, e a estratégia era simples: colocar força, controlar o ritmo e tentar chegar até o final juntos.
O resultado? 1º lugar na categoria Dupla Open.
Mas até cruzar a linha de chegada teve muita subida, calor, trechos técnicos, desgaste físico e alguns momentos em que o corpo começou a cobrar a conta.
80 km Pedal da Serra: o desafio na região da Fercal
A prova aconteceu na região de Sobradinho e Fercal, uma área bastante conhecida pelos ciclistas de Brasília por suas estradas de terra, serras e trechos de mountain bike.
A proposta era encarar aproximadamente 80 km com 2.000 metros de altimetria, o que já deixava claro que não seria simplesmente um pedal longo.
A largada aconteceu com bastante intensidade.
Logo nos primeiros quilômetros, o pelotão saiu forte e a estratégia foi aproveitar o início para ganhar posições, mas sem gastar energia demais antes dos principais trechos de subida e terra.
Distância: aproximadamente 80 km
Altimetria: aproximadamente 2.000 m
Modalidade: Dupla Open
Resultado: 1º lugar
Largada forte e os primeiros quilômetros
A largada foi daquele jeito que quem gosta de competição conhece: contagem regressiva e, quando libera, todo mundo acelera.
Depois do início, o percurso passou por um trecho de descida e posteriormente entrou em aproximadamente 8 a 10 km de asfalto.
Esse trecho serviu como uma espécie de preparação para o que realmente viria pela frente.
No asfalto, o ritmo estava relativamente controlado. O pessoal aproveitava para andar de roda e economizar energia.
Afinal, ainda havia muita serra pela frente.
E em uma prova com cerca de 80 km e 2.000 metros de elevação acumulada, qualquer energia economizada no começo pode fazer diferença nos quilômetros finais.
Entrando na estrada de chão
Depois do trecho inicial de asfalto, chegou a hora de entrar definitivamente no terreno de mountain bike.
A prova avançou pela região do Córrego do Ouro, e foi nesse momento que comecei a sentir que a disputa estava realmente começando.
Eu e Bruno conseguimos abrir uma vantagem entre as duplas e passamos a trabalhar juntos para manter um ritmo forte e constante.
A estratégia era não fazer ataques desnecessários, mas também não deixar o ritmo cair.
Em uma prova de longa distância, principalmente com muita altimetria, manter a dupla organizada é fundamental.
Apoio e estratégia de hidratação
Um dos pontos importantes durante a prova foi o apoio.
Em determinado momento, deixei minha mochila de hidratação para ser levada até outro ponto de apoio. A ideia era evitar carregar peso desnecessário durante todo o percurso e contar com a estrutura da prova para reabastecer.
Essa estratégia acabou sendo importante porque o calor foi um dos grandes adversários do dia.
O problema é que a temperatura subiu bastante durante a prova.
E isso começou a aparecer principalmente na segunda metade.
Trilha da Alcateia: o trecho mais técnico
Depois de aproximadamente 40 km, chegamos à região da Trilha da Alcateia.
Esse foi um dos momentos mais difíceis da prova.
O percurso estava bastante movimentado, com muitos atletas, e alguns trechos ficaram mais congestionados.
Além disso, o cansaço já começava a aparecer.
A Trilha da Alcateia também trouxe uma característica diferente para a prova: trechos técnicos de mountain bike, exigindo mais atenção e controle da bicicleta.
Nesse momento, não era mais possível simplesmente pensar em velocidade.
Era necessário escolher bem as linhas, controlar a bicicleta nas descidas e evitar erros.
O equipamento também fez diferença
Durante o vídeo, comentei que o setup da minha bicicleta estava mais voltado para os trechos de estradão.
Quando chegamos aos setores mais técnicos, isso acabou sendo percebido.
Com o percurso mais cheio e o desgaste acumulado, a pilotagem precisou ser mais conservadora.
Em uma prova desse tipo, não adianta ganhar alguns segundos em uma descida e acabar perdendo minutos por causa de uma queda ou problema mecânico.
A prioridade naquele momento era continuar avançando.
As subidas começam a cobrar o preço
Depois de aproximadamente metade da prova, o desgaste já era evidente.
Uma das subidas surpreendeu até quem conhecia o percurso.
Em alguns momentos, a sensação era de que a prova não acabava nunca.
Você termina uma subida pensando que vai encontrar um trecho mais tranquilo e aparece outra parede pela frente.
É justamente aí que uma prova de 80 km com aproximadamente 2.000 metros de altimetria começa a mostrar sua verdadeira dificuldade.
O problema não era apenas a distância.
Era acumular quilômetros enquanto as pernas continuavam recebendo subidas.
Calor: o grande adversário do dia
Se as subidas já estavam cobrando caro, o calor tornou tudo ainda mais difícil.
No final da prova, tanto eu quanto Bruno sentimos os efeitos da temperatura.
Eu senti bastante o desgaste causado pela hidratação insuficiente e pelo calor.
Em determinado ponto, o objetivo deixou de ser simplesmente andar rápido.
Era necessário controlar o esforço, beber água e tentar manter a força disponível para chegar ao final.
Paramos em um ponto de apoio e aproveitamos para tomar água, isotônico e até Coca-Cola.
Era aquela situação clássica de prova em que você chega ao apoio querendo praticamente tudo que estiver disponível.
Água.
Isotônico.
Coca-Cola.
E depois volta para a bicicleta.
A importância de correr em dupla
Correr em dupla também fez diferença.
Eu e Bruno conseguimos manter o objetivo de permanecer juntos durante a prova.
Quando um estava sofrendo mais, o outro ajudava a manter o ritmo.
Essa é uma das características interessantes das provas em dupla: o resultado não depende apenas da performance individual.
É preciso administrar o ritmo dos dois atletas.
No nosso caso, essa parceria funcionou muito bem.
A reta final
Quando chegamos aos quilômetros finais, o corpo já estava bastante desgastado.
O calor tinha aumentado e a sensação era de que toda a energia utilizada durante a prova começava a aparecer na conta.
Mas havia uma motivação importante:
estávamos na disputa pela vitória da Dupla Open.
Nesse momento, não dava mais para pensar em conforto.
Era continuar girando, subir as últimas serras e chegar ao final.
E foi exatamente o que fizemos.
1º lugar na Dupla Open
Quando finalmente cruzamos a chegada, veio a confirmação:
1º lugar na categoria Dupla Open.
O resultado foi uma recompensa enorme depois de uma prova bastante dura.
Mais do que simplesmente completar os 80 km, conseguimos executar o planejamento que havíamos traçado antes da largada.
No final, eu estava completamente destruído.
Enquanto isso, meu coach Bruno já parecia estar pronto para outra prova.
A diferença entre o atleta e o professor naquele momento era evidente. 😂
Mas faz parte.
O que ficou de aprendizado do 80 km Pedal da Serra?
O 80 km Pedal da Serra mostrou que provas de mountain bike não são decididas apenas pela força.
Estratégia, hidratação, alimentação, equipamento, controle emocional e capacidade de administrar o esforço fazem muita diferença.
Para mim, alguns pontos ficaram especialmente claros:
1. Não gastar tudo no começo
A largada foi forte, mas ainda havia muitos quilômetros pela frente.
Em provas longas, é importante saber controlar a empolgação inicial.
2. Hidratação precisa ser prioridade
O calor pesou bastante no resultado físico da prova.
Para pedais longos e competições com muita altimetria, entrar no percurso com uma estratégia de hidratação bem definida é fundamental.
3. Trechos técnicos exigem concentração
A Trilha da Alcateia mostrou que, depois de muitas horas de prova, até trechos que normalmente seriam mais tranquilos podem se tornar desafiadores.
4. A dupla precisa funcionar como uma equipe
Eu e Bruno conseguimos manter o objetivo de chegar juntos e administrar o ritmo durante a prova.
Esse trabalho em equipe foi fundamental para o resultado.
Vale a pena participar do 80 km Pedal da Serra?
Para quem gosta de mountain bike, estradão, serras e desafios de longa distância, o 80 km Pedal da Serra representa um excelente desafio.
A combinação de distância, altimetria, calor e trechos técnicos exige preparação.
Não é simplesmente completar 80 km.
É preciso estar preparado para passar várias horas sobre a bicicleta e lidar com as mudanças de terreno e de ritmo.
E, para mim, o melhor de tudo foi poder viver esse desafio ao lado do meu coach Bruno e terminar a prova com o 1º lugar na Dupla Open.
80 km Pedal da Serra: uma prova para colocar o motor à prova
Antes da largada, a ideia era exatamente essa:
testar o motor.
Depois de aproximadamente 80 km, 2.000 metros de altimetria, calor, trilhas técnicas e muito sofrimento, posso dizer que o motor foi colocado à prova de verdade.
Foi uma prova dura, mas extremamente divertida.
E terminar no topo da categoria tornou a experiência ainda mais especial.
Agora é descansar, recuperar as pernas e preparar o próximo desafio.
Porque no mountain bike é assim:
quando termina uma aventura, já começamos a pensar na próxima.
Assista ao vídeo completo
Quer acompanhar todos os detalhes do desafio, incluindo a largada, os trechos de estrada de chão, a Trilha da Alcateia, os pontos de apoio e a chegada?
Assista ao vídeo completo do 80 km Pedal da Serra no canal Bike Brasília:
▶️ 80 km Pedal da Serra – 2.000 m de altimetria | 1º lugar na Dupla Open
Sobre o 80 km Pedal da Serra
O evento é organizado pela Associação Pedal da Serra e acontece na região de Sobradinho/Fercal, no Distrito Federal.
Para acompanhar informações sobre provas, inscrições e próximas edições, acesse o site oficial da organização.
Perguntas frequentes sobre o 80 km Pedal da Serra
Quantos quilômetros tem o Pedal da Serra?
A prova apresentada neste relato teve aproximadamente 80 km.
Qual foi a altimetria do percurso?
O percurso teve aproximadamente 2.000 metros de altimetria acumulada.
Onde acontece o Pedal da Serra?
O evento acontece na região de Sobradinho e Fercal, no Distrito Federal, passando por estradas e trilhas da região.
Qual foi o resultado do Bike Brasília?
Flavio e Bruno conquistaram o 1º lugar na categoria Dupla Open.
O percurso tem trechos técnicos?
Sim. Durante a prova, a Trilha da Alcateia foi destacada como um dos trechos mais técnicos do percurso, especialmente por causa do desgaste acumulado e do volume de atletas.
O calor influenciou a prova?
Sim. Segundo o relato do vídeo, o calor foi um dos principais fatores de desgaste, especialmente na parte final do percurso, aumentando a necessidade de atenção à hidratação.
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